Mostrando postagens com marcador Meus Escritos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Meus Escritos. Mostrar todas as postagens

sábado, 6 de outubro de 2007

???.......!!!

um momento nada intenso,
exceto essa saudades delirante...

Muita coisa a construir,
mares a conquistar...

Lutar!
Sonhar...

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

A mágica da mariposa

Na claridade do meu quarto, um inseto rodopia a luz da lâmpada.
Rodopia... Rodopia...
Dar voltas olímpicas!
Num momento repentino, ele finalmente pára...
Parece absorver aquela energia...
Mesmo uma energia artificial..
Ele parece sentí-la intensamente.
Há nele uma espécie de concentração.
O inseto volta a rodopiar,
Aumenta a velocidade do seu vôo,
Como se quisesse dessa forma brincar com aquela luminosidade...
Essa cena me acalenta...
Esqueço tudo por alguns instantes...
E o inseto continua seus curiosos movimentos...
Movimentos que me paralisam...
O centro de tudo estar alí, naquelas voltas hipnotizantes...
Rodopia... Rodopia...
Durmo... por fim.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

A perda do presente pela novela das oito
Por Mêires Moreira

Havia alguns instantes que aquela criatura estava ali, imóvel!
Por mais que o tempo passasse não sentia vontade de sair, nem se mexer. Nem mesmo uma articulaçãozinha qualquer. Estava imersa ao bater do coração. Descompassado, ligeiro. E como ela, assustado. Era triste ver que o castelo ruiu, que o príncipe não foi mais que um ser artificial, aliás, como ele mesmo disse: "Jamais existiu”. Como fora tão tonta! Ela mesma dizia às amigas: "Eu não sou um sonho, eu sou mais realidade". Isso era para mostrar que preferia viver, a sonhar. Que não se iludia com as fantasias de menina-moça, repleto de encantamentos e ilusões. E agora estava ali. Não mexia nada, nadinha. Mesmo quase estátua, sentiu se formar em sua cabeça uma tempestade de pensamentos. O coração acelerando sempre mais. Era como se fosse explodir em tristeza, pra sempre! E tal sensação a fez lembrar pouco a pouco a gota d’água que fez surgir àquela tempestuosa situação. Do pesadelo presente.
Tudo começou quando ela resolveu dar vazão as novelas. Nunca havia achado graça naquilo, mas de repente aqueles romances melados começou a ser interessantes. Sobretudo os protagonistas principais do drama da novela das oito. Coitados, sofrem, sofrem... tanto! Não perdia um capítulo! E chegou até a imaginar, que seria o máximo ser aquela menina, pobrezinha, que tinha sido abandonada pela família. Como nos contos de fadas, encontrava (bem por acaso!) um rapaz boa pinta, de uma família riquííííssima e que se apaixonava perdidamente pela tal. Como se não bastasse tanta imaginação, ainda era possível sentir a dor da atriz principal, durante o tempo (bem espaçado!) das confusões dolentes. Nessas horas, uma lágrima sempre caia dos seus olhos. Ela se envolveu com unhas e dentes! Com o tempo foi esquecendo da sua realidade, hipnotizada com a novela, com o problema daquelas pessoas que ela já conhecia bem. Perder um capítulo? Nem que estivesse doente. Seus amigos, seu namorado, podiam esperar. Tanto tempo em vão! Agora não conhecia mais ninguém... Nem mesmo o homem que disse por muito tempo que a amava. Estava estupidamente triste. Todos os momentos, desde o início da novela, passaram pela sua cabeça. Finalmente descobriu que não era o abandono do seu namorado o que mais lhe doía. A verdade é que não poder ser aquela menina da novela das oito (tão linda, feliz e rica!) era arrasador. Ela iria ser obrigada a viver sua vida e isso ela desaprendeu há tempos. Como encarar o presente depois do fim da novela das oito?

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Só?

Que solidão...
Nessa distância até a imaginação as vezes me escapa.
quero
um
beijo
na boca.
Só isso!
Nem isso?
Tá.

Vou ler Kafka de Robert Crumb.
Pelo menos isso eu mereço...


E você,
Fique com a sua bela ressaca
e com seus beijos imaginados.
Fui...

E não venha com alusões pro meu lado,
tá?
Só por hoje...

Não ria! Olha, não ria!
Deixa tudo pra amanhã.

Novamente: FUI!!!

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Um conto em primeiro conto...

Algo anormal para uma tarde normal - Por Mêires Moreira

A tarde trazia os mesmos sons. A cidade era pequena e as tardes se faziam iguais. Todos os dias eram normais. Pessoas voltando do trabalho, meninos e meninas nas calçadas brincando, senhoras na cozinha aprontando o jantar. E eu estava caminhando, coisa que adoro fazer. Caminhar pelas ruas e observar. Pena que só vejo as mesmas caras, ando pelas mesmas esquinas e escuto os mesmos barulhos, as mesmas conversas de fim de tarde.
Mas, assim como em um piscar de olhos algo novo começa a surgir. É um som. Sim. Um som. E esse eu bem que sei. É que já ouvi, não aqui, mas em outros lugares, nas minhas viagens. Mas o que é aquilo? Sim. Eu também conheço. Já sei o que é. Eu escutei, eu sei o que é. Mas olha, o que isso veio fazer aqui?
Invadiu o céu e o seu som invadiu as ruas, as casas, os quintais. Agora mesmo, as pessoas estão maravilhadas, é tudo novo pra elas. Parece coisa do outro mundo. As crianças gritam, as senhoras abandonam seus afazeres, as pessoas saem de suas casas. Querem ver o que é. A gritaria invade aquela sonoridade normal do dia-a-dia. As vozes se alteram. As crianças correm de um lado pro outro como querendo alcançar aquela coisa, que voa percorrendo cada canto da cidade. As senhoras e os senhores chamam quem ainda não se tocou da aberração daquela tarde. E pra situação ficar mais troncha, aquele troço jogou papeis de propagandas. “Participe da grande vaquejada de Orelinda. Boi, muita festa e mulher bonita!” Aí pronto! Trouxe mais algazarra. Os sons daquela tarde definitivamente ficaram mais esquisitos ainda.
Aquilo virou a cidade de cabeça pra baixo. O de sempre fora quebrado. E a tarde se foi, levando com ela aquele troço, que acabou com a normalidade da minha caminhada.
Agora só resta um cheiro de arroz queimado no ar, os comentários mais esquisitos, e as indagações mais loucas, das pessoas que vivenciaram tudo.
Era um avião?
Um asa delta?
Uma moto voadora?
Um pássaro artificial?Não ouvi um só acerto!

sábado, 2 de junho de 2007

Verdadeiro Amigo!

Amigo é aquele que não fica fazendo o que sabe que você não gosta...
Amigo é aquele que compreende um momento difícil seu...
Amigo é aquele que mesmo não compreendendo uma atitude sua não fica te reprimindo o tempo todo...
Amigo... Amigos...

Agradeço a Deus por todos!!!

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Onde está quase tudo...???


Hoje me sinto como uma luz que havia...
Bem perto de está apagada inteiramente.
Uma quase escuridão...
Parte de mim se foi,
e uma outra está ao precipício...
Desejo que as minhas forças regressem...
Minha outra parte da luz...
Preciso de você!
Antes de tudo!
É que anseio repleta escuridão em mim.